terça-feira, 13 de novembro de 2012


ESTRANGEIRISMOS NA NOSSA LINGUA

Um filho da Pátria corrompido (Gabriel O pensador)
Aí! Ô, ô, ô! /(Eu?) /Tu é brasileiro cumpade? /(Sou)/Tem certeza? /(É, ofcourse!) /Então porque que tá com essa camisa aí? /(É porque eu gosto, eu gosto muito dos EstadosUnidos! /Eu adoro hot-dog, rock'n roll, rap...) /Ahhh... Tu gosta de rap? /(Rap? Oh yeah,yeah!) /Que bom! Então escuta esse negócio aqui! Presta atenção!Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos /Eu fico puto, eu ficolouco, eu fico logo mordido /Porque se fosse um americano eu já não ia gostar /Mas o pior é brasileiro quando cisma de usar /Uma jaqueta ou uma camiseta com aquela estampa/Daquela porra de bandeira azul vermelha e branca! /Eu não suporto ver aquilo no peito deum brasileiro/Me dá vontade de manchar tudo de vermelho /Vermelho sangue /Do sanguedo otário /Que não soube escolher a roupinha certa no armário /E saiu de casa crente quetava abafando /Eu vô tentar me segurar mas eu num tô mais agüentando! /Quando eu vejoum filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos /(Cores dos States com as estrelas eas listras) /Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos /(Nãosomos patriotas nem nacionalistas) /Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dosEstados Unidos /(Como o Tio Sam sempre quis)/Quando eu vejo um filho da pátria com acamisa dos Estados Unidos /(Amigo vai nessa que tu tá é fudido) /(Ué? Mas você nãogosta de americano não cara?) /Não é isso. Por mim não devia nem existir fronteira /Mas já que existe... Então vamos usar a nossa bandeira! /E ele saiu de casa crente que tavaabafando /E eu fico puto, eu fico triste, eu fico quase chorando /De pena, de raiva, detristeza, de vergonha /Quando eu vejo esses babacas esses panacas esses pamonhas /Quetêm coragem de ir pra rua com um boné ou camiseta /Com as cores da bandeira maisnojenta do planeta! /Tem azul com estrelinha, tem branquinho e tem vermelho /O filho da pátria é burro, cego ou a casa dele não tem espelho? /Eu acho que é burro mesmo, coitado!/Sem rumo, sem governo totalmente alienado /Bitolado, do tipo que acredita no enlatad
A língua portuguesa se parece muito com o Brasil cosmopolita. Nosso país abriga pessoas, que já formaram gerações, de diversas regiões do mundo – a nossa miscigenação tão falada. O paralelismo entre a nação e a língua é justamente pela introdução de fatias de outras culturas.
Outro texto que fala sobre os estrangeirismos em nossa lingua
Quanto aos estrangeirismos, algumas expressões já foram “abrasileiradas”, como o caso do verbo ‘deletar’. Outras são usadas do jeito original, como fast-food, overbook e outras expressões que facilmente poderiam ser trocadas por um similar nacional, mas que insistem em permanecer como exceções à regra.O Projeto de Lei 1676, de 1999, de autoria do deputado Aldo Rebelo, procura eliminar o uso desnecessário dessas expressões, na tentativa de valorizar a língua nacional. A polêmica em cima disso reside no seguinte questionamento: é realmente necessário proibir por lei o estrangeirismo? Se for o caso, a lei surtirá efeito?Na minha opinião, a resposta para ambas as perguntas é ‘não’. Primeiramente, mesmo sendo contra o uso excessivo de estrangeirismos, não considero válida a criação de uma lei para este fim. Cada um deve usar ou não a língua portuguesa por uma questão moral, e não legal. Além do mais, a língua é um importante “indicador de soberania cultural”, por isso, se o português está desvalorizado, não será uma lei que reverterá este problema.
Todavia, lamento pelo excesso de expressões inúteis que encontramos na publicidade, tanto de TV quanto em outdoors (esta palavra já é praticamente consagrada no idioma), e também no mundo de negócios. Expressões toscas como go ou not go são totalmente descartadas.O motivo da valorização de estrangeirismos, em especial de origem norte-americana, é o contato cotidiano com o inglês, devido à globalização, que gerou uma certa idéia de status (outra expressão estrangeira), assim, parece mais fino falar pelas expressões que exigem uma ‘forçadinha’ no sotaque. Além do mais, demonstra mais intimidade com outras línguas, parecendo que domina não só o português, mas o estrangeiro também.Se a população está agregando ao seu vocabulário cada vez mais palavras estrangeiras, enquanto desconhece a própria língua, o problema está no que causa isto tudo, e não na conseqüência. Estrangeirismo é apenas uma conseqüência da crescente convivência, absorvendo diversos costumes, com a cultura norte-americana. Herdamos muitas características do nosso vizinho estadunidense, como a arquitetura atual da cidade, o hábito de andar em grupos, tribos urbanas que provém daquela cultura, há grande contato com a música ianque muito mais do que com a de outros países, as comidas rápidas ou semiprontas, a grande audiência de filmes hollywoodianos etc.Tudo encaminha a uma interseção de línguas: em alguns pontos bem dosada; em outros, exageradamente inútil. Diante dessa relação costumeira do uso, mesmo que indevido, proibir estrangeirismos por lei seria tão inútil quanto proibir desvios gramaticais ou gírias. Será que realmente vale a pena este confronto? Não seria melhor pensar por que uma pessoa prefere um termo estrangeiro em vez do nacional? São pontos, logicamente, muito mais difíceis de serem tocados. Talvez por isso sejam ignorados.

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